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O QUE DIZER SOBRE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

É extremamente comum presenciarmos na ficção científica o aparecimento de robôs inteligentes, ou talvez seja mais correto dizer que é robô que parecem ter comportamentos semelhantes aos dos humanos dado que, como iremos ver mais detalhadamente, a definição de inteligência pode ser controversa.
Ao mesmo tempo em que é inquestionável a afirmação de que tais sistemas não existem ainda (pelo menos da forma como são apresentados na televisão ou no cinema), dizer que eles nunca poderão existir transporta-nos para um domínio bastante mais obscuro e para um debate que dura há mais de um século entre os cépticos e os entusiastas da Inteligência Artificial.

De fato, o homem habituou-se à ideia da superioridade do seu intelecto em relação a qualquer outro ser existente neste planeta. A inteligência humana é um atributo que diferencia de forma irrevogável a nossa espécie de todas as restantes e que deu origem à conhecida expressão «animal racional» para designar o homem por oposição a todos os outros animais.

No entanto, e de forma algo irônica, os grandes avanços tecnológicos que resultam do brilhantismo da mente humana parecem estar agora a dar origem a computadores que o suplantam em inúmeras tarefas. Será a máquina alguma vez capaz de rivalizar com o seu criador? Poderá alguma vez os computadores ser denominados realmente inteligentes?

Com este artigo procuro fazer uma exploração destas questões partindo daquilo que penso ser a pedra basilar para a identificação do problema, a própria definição de inteligência. De seguida serão introduzidas as tentativas que têm vindo a ser feitas para simulá-la, no ramo da Inteligência Artificial.

Não tenho a pretensão de colocar um ponto final nestas questões, que tanta polemica têm suscitado entre alguns dos mais brilhantes pensadores dos nossos tempos, mas apenas expor alguns dos ângulos a partir dos quais penso ser possível analisar a situação, lançando-lhe um olhar crítico, mas ao mesmo tempo, livre de preconceitos.

INTELIGÊNCIA

Quando se referem as tentativas no sentido de dotar as máquinas de algum tipo de inteligência, está subjacente o pressuposto de que existe um conceito claro de inteligência natural. A verdade é que, apesar de a palavra inteligência e os seus derivados serem comuns no dia-a-dia, quando a tentamos definir deparamo-nos com sérias dificuldades devido ao seu carácter complexo e variado. O que se está a descobrir é que é possível dotar artefatos com um certo grau de inteligência sem que se compreenda completamente a inteligência natural. No entanto, nunca seremos capazes de reconhecer (ou negar) a verdadeira inteligência de computadores ou robôs sem uma boa definição deste atributo.

Vejam-se algumas definições de inteligência que podem ser encontradas na internet:

«Inteligência pode ser definida como a capacidade mental de raciocinar, fazer planos, resolver problemas, abstrair ideias, compreender ideias e linguagens e aprender.»
«Inteligência: Faculdade de pensar, conhecer e compreender; conjunto de funções psíquicas superiores. Interação constantemente ativa entre a habilidade herdada e a experiência, que dá como resultado a capacidade do indivíduo em adquirir, recordar e usar conhecimentos, de entender conceitos concretos e abstratos, de estabelecer relações entre objetos, sucessões e ideias, e aplicar e utilizar todo o anterior com o propósito de resolver os problemas de cada dia.»

Em ambos os casos é visível que a inteligência inclui um conjunto de capacidades que permitem realizar aprendizagens, contribuindo para uma adaptação a novas situações. Desta perspectiva, a inteligência é uma vantagem evolutiva de grande importância.

No entanto, esta definição simplista permite-nos fugir aos tópicos mais controversos desta discussão. Mergulhemos, então, um pouco mais fundo.

Comecemos por colocar uma questão simples: podemos reconhecer inteligência nos restantes animais? Bem, se encararmos a nossa primeira definição que se prende com a capacidade de aprendizagem e adaptação, é uma afirmação perfeitamente plausível dizer que os animais “não-racionais” também são, de certa forma, inteligentes. Pode contrapor-se a esta opinião argumentando que eles apenas agem por instinto ou imitação. A abordagem científica mais correta a esta situação será procurar critérios que possam ser testados para nos fornecer uma resposta.

A melhor maneira de ir direito ao assunto será procurar critérios que nos permitam excluir a existência de uma inteligência animal. (1) Serão os animais capazes de fazer planos conscientes para atingir um determinado objectivo? (2) Serão capazes de fazer aprendizagens complexas e de compreender conceitos abstratos? (3) De comunicar através de algum tipo de linguagem? (4) De demonstrar criatividade? Curiosamente, a resposta a todos estas perguntas é sim, passo a expor alguns exemplos:

Imaginemos um antílope a fugir de uma chita. Se nos debruçarmos de perto sobre esta questão vemos que, enquanto a nível inferior se processam contrações musculares coordenadas e controladas pelo tecido nervoso, a um nível superior ocorre o planeamento necessário para beneficiar das características do ambiente. Uma vez que me parece seguro dizer que o caminho não foi previamente ensaiado, então o antílope está efetivamente obrigado a tomar uma decisão consciente com o objectivo de escapar ao predador. O uso de ferramentas também parece corroborar esta hipótese de comportamento consciente.

Um dos principais objetivos dos matemáticos é distinguir a simetria da assimetria, conceitos bastante abstratos para um animal. Ora, um peixe vermelho foi treinado para nadar na direção de um quadrado com um pequeno triângulo na parte de cima, em vez de na direção de um quadrado perfeito. Quando confrontado com um círculo e com um círculo com um pequeno semicírculo na parte de cima, o peixe nadou na direção do imperfeito. Deu, portanto, mostras de generalização, de seguir uma regra abstrata.

Koko é uma gorila adulta que, após mais de uma década de treino, já aprendeu cerca de 2000 palavras da linguagem gestual americana. Quando lhe perguntaram qual era a prenda de Natal que ela queria, Koko respondeu «um gatinho». Depois de ter tido o gatinho durante alguns meses como animal de estimação, este foi acidentalmente morto. Quando a interrogaram sobre os seus sentimentos, respondeu «triste». Parece evidente que Koko comunica utilizando traços primitivos da linguagem gestual americana.

Tomemos como exemplo os pássaros do caramanchão da Austrália e da Nova-Guiné, que fazem as suas construções muito elaboradas com o exclusivo objectivo de atrair a fêmea e não para ninho. Feitos de folhas, musgos e ramos, estes caramanchões são ornamentados com toda a espécie de objetos de cores vivas. Por vezes as paredes são coloridas com polpas de frutos. As flores murchas são substituídas por outras novas. Até já têm usado bocados de plástico, latas e chaves de carro. Não só há motivos para suspeitar que esta ave está a pensar no que faz, nos machos com que compete e nas fêmeas que espera atrair, mas também que nos encontramos diante de um exemplo de arte animal.

Estes exemplos não são, de forma alguma, irrevogáveis. Podemos sempre argumentar que os animais não têm consciência daquilo que estão a fazer. Mas este argumento será rebatido se tivermos em conta que, uma vez que os nossos pensamentos são intrínsecos e que não podem ser lidos por outro indivíduo (pelo menos não se conhece, até ao momento, forma de isto acontecer) ninguém pode afirmar que eu estou realmente a compreender determinado assunto sem ser pela avaliação das minhas ações.

Na verdade, a inteligência deve ser tratada como uma abstração a partir de certas espécies de comportamento. É o comportamento que permite o reconhecimento da inteligência. Esta será, na análise da inteligência de entidades não humanas, a posição que eu irei assumir, não porque não duvide da sua veracidade mas porque uma posição contrária conduziria a um impasse em que não poderíamos afirmar a existência ou não de inteligência devido à nossa condição de observadores exteriores.

Reconheçamos, então, devido ao seu comportamento, um certo grau de inteligência aos restantes animais. Não podemos, no entanto, negar a inferioridade do seu intelecto relativamente aos humanos.

Isto leva-nos a encarar a inteligência como uma noção contínua, em detrimento de uma perspectiva booleana. É mais produtivo pensar em graus de inteligência e nas capacidades mentais que um organismo, sistema ou agente específico exibem.

Consideremos, portanto, que os graus de inteligência mais elevados pertencem aos humanos. Ainda assim, podem ser feitas distinções. Um matemático brilhante pode não ter uma percepção política, e uma licenciatura distinta nada revela sobre a capacidade do indivíduo agir inteligentemente em relações humanas. Somos encorajados a identificar diferentes tipos de inteligência. Estes tipos de inteligência têm a ver com a predisposição para adquirir determinadas capacidades como a matemática, a arte ou a retórica, entre outras.


Em suma: A definição de inteligência é crucial para a análise da possibilidade de inteligência artificial mas pode ser problemática. Pelos motivos expostos, saliento aquelas que me parecem ser as premissas necessárias a um olhar sério sobre a questão: (1) A inteligência está relacionada com a capacidade de aprendizagem e adaptação a novas situações; (2) o facto de a inteligência se relacionar com uma enorme multiplicidade de capacidades leva-nos a falar em diversos tipos de inteligência; (3) a inteligência deve ser encarada como um contínuo, com diversos graus.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

O termo inteligência artificial tem sido frequentemente criticado pelo seu aspecto paradoxal e provocatório. Muitos afirmam a incapacidade de um robô ou um computador possuírem inteligência. De uma forma muito mais leviana, o termo inteligência tem já sido utilizado para alguns sistemas eletrônicos, referindo-se apenas ao facto de eles realizarem certas ações automaticamente, sem necessidade de serem supervisionados pelo utilizador. Mas claro que o uso da palavra em tais situações não passa de um abuso de linguagem.

Comecemos por definir Inteligência Artificial (IA) de forma a não ferir nenhuma susceptibilidade, a expressão não significa que os artefatos possam efetivamente possuir inteligência mas designa uma área de pesquisa da ciência e engenharia da computação, dedicada a buscar métodos ou dispositivos computacionais que possuam ou simulem a capacidade racional de resolver problemas e pensar. Não há nada que mostre a possibilidade de atingir o seu objectivo da mesma forma que não existe prova em contrário. O termo inteligência artificial tem sido frequentemente criticado pelo seu aspecto paradoxal e provocatório. Muitos afirmam a incapacidade de um robô ou um computador possuírem inteligência.

De uma forma muito mais leviana, o termo inteligência tem já sido utilizado para alguns sistemas eletrônicos, referindo-se apenas ao facto de eles realizarem certas ações automaticamente, sem necessidade de serem supervisionados pelo utilizador. Mas claro que o uso da palavra em tais situações não passa de um abuso de linguagem.

Comecemos por definir Inteligência Artificial (IA) de forma a não ferir nenhuma susceptibilidade, a expressão não significa que os artefatos possam efetivamente possuir inteligência mas designa uma área de pesquisa da ciência e engenharia da computação, dedicada a buscar métodos ou dispositivos computacionais que possuam ou simulem a capacidade racional de resolver problemas e pensar. Não há nada que mostre a possibilidade de atingir o seu objectivo da mesma forma que não existe prova em contrário.

Devemos, agora, reconhecer todas as conquistas já efetuadas pelos computadores ou, se preferirmos, pelos engenheiros informáticos. Temos que considerar as suas capacidades de manipulação de textos, de expressões, de símbolos e, de uma maneira mais geral, de conhecimentos.

Ao serem capazes de combinar signos segundo regras intangíveis, os computadores assemelham-se, de certa forma, a matemáticos. Foram já concebidas, máquinas destinadas a demonstrar teoremas elementares de álgebra ou de geometria, como o teorema de Pitágoras. Assim, estas máquinas resolvem quase todos os problemas matemáticos apresentados aos alunos dos liceus e dos primeiros ciclos universitários.
O domínio dos jogos como xadrez e damas é visto como algo que exige o uso de capacidades intelectuais. Foi, portanto, um passo mais que natural, programar computadores para os jogar. Seria demasiado fácil tranquilizarmo-nos pensando que as máquinas nunca ganharam o Campeonato do Mundo de Xadrez. De facto, em 1997, o computador do IBM Deep Blue bateu o campeão mundial de xadrez Garry Kasparov num jogo de seis partidas.

As máquinas já não se limitam a executar tarefas administrativas ou subalternas, elas raciocinam, fazem diagnósticos médicos, estabelecem as causas de acidentes, regem contratos, analisam rochas para determinar a sua origem, supervisionam centrais nucleares… A maior parte das competências humanas pode, assim, ser formulada em termos lógicos e simulada em computador.

Outro domínio de grande importância é a linguagem. Os esforços para dotar as máquinas da sua compreensão ainda estão a ser desenvolvidos, tendo um longo caminho a percorrer. As máquinas são, hoje em dia, capazes de compreender textos não ambíguos em domínios de significação circunscritos, por exemplo, resumos médicos que descrevem o estado dos pacientes. Neles não existem jogos de palavras, polissemia ou poesia, mas sim técnicas experimentadas que permitem interrogar bases de dados, traduzir instruções de utilizadores ou dar ordens a robôs.

Ao observar todas estas vitórias, se este avanço tecnológico não esbarrar com uma impossibilidade, podemos vir a temer que os computadores adquiram uma inteligência semelhante à nossa, podendo mesmo substituir-nos numa grande quantidade de tarefas o que causaria uma alteração profunda da nossa sociedade e estilo de vida. Como podemos então justificar tanto interesse nesta área? Por um lado, estes avanços estimulam o ramo das ciências cognitivas e da compreensão da forma como surgem os pensamentos no nosso cérebro. Por outro, não podemos negar que estes sistemas extremamente potentes nos poderiam facilitar a vida, libertando-nos da realização de muitas tarefas. Afinal de contas, o homem criou a máquina para se superar a si próprio, para cometer menos erros, para trabalhar mais rápido.

Fonte:
 FRANKLIN, Stan, “Mentes Artificiais”, Relógio D’água, Lisboa, 2000;
 GANASCIA, J.-G., “A Inteligência Artificial”, Instituto Piaget, Lisboa, 1993;
 Kaku, Michio, “A Física do Impossível”, Editorial Bizâncio, Lisboa, 2008;
 Simons, G. L., “Introdução à Inteligência Artificial”, Clássica Editora, Lisboa, 1986;


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